Primavera Secundarista e a Reforma do Ensino Médio

October 12, 2016

 Imagem: UBES

 

Nesta semana dia 10/10/2016 duas escolas foram ocupadas em nossa cidade (Apucarana-PR) Colégio Estadual Nilo Cairo e o Colégio Estadual Prof. Godoma Belivacqua de Oliveira, ambas as escolas fazem parte de um movimento que se chama “Primavera Secundarista”, movimento esse que é um projeto nacional liderados pela “União Brasileira dos Estudantes Secundaristas” (UBES) que trazem consigo reivindicações pontuais contra o governo federal e o governo estadual na esfera da educação.

 

Suas reivindicações são coisas de gente grande, é coisa séria e não tem nada a ver com as propostas efetuadas pelas chapas para eleições dos grêmios estudantis. Para os desavisados, os Estudantes estão mais críticos que vocês imaginam, estão muitos mais informados e organizados que nós pensamos.

 

Em conversa com alguns ativistas do movimento “Primavera Secundarista” em Apucarana, nossa nau levantou dois pontos fundamentais reivindicados: a Reforma do Ensino Médio e PEC 241 ambos projetos que fazem mudanças radicais na estrutura de ensino em nosso país sem diálogo com os estudantes e com a comunidade.

 

O curioso é que a cada dia que passa o movimento se espalha e se fortalece em todo o país, os números de escolas ocupadas ainda não são precisos na escala nacional, mas em nosso estado são preocupantes para o governador, segundo a UBES, UPES e a UEA, até a data de 12/10/2016 às 11:00 eram 208 Escolas ocupadas no total de 2144 escolas estaduais no Paraná  e não podemos esquecer de três universidades estaduais ocupadas.

 

O interessante do movimento é que os ativistas estão bem organizados, bem informados de seus direitos e contam com apoio dos seus familiares e de muitos membros da comunidade Escolar. Mais isso, não exclui a autonomia dos ativistas, a seriedade e a responsabilidade em relação ao movimento.

 

Esse apoio é fundamental para o sucesso do movimento diz um estudante ativista, “em contra partida ao apoio dos familiares e membros da comunidade escolar, já existe um trabalho em andamento, para desqualificar o movimento, criminalizar e subestimar a capacidade dos Estudantes Secundaristas em relação ao movimento”.

 

Para esclarecer diz o ativista: “Não queremos fazer festa na Escola, queremos cultura, não queremos liberdade sem responsabilidade. Queremos uma escola que cumpra seu papel de Escola, que não nos ensine a obedecer, mas nos ensine a respeitar, não nos ensine a decorar, mas que nos ensinem a estudar, que o medo seja substituído pelo respeito e a educação seja prioridade em nosso estado e em nosso país”.

 

Os Estudantes ativistas, dizem ainda que: “uma reforma na educação, não pode ser feita sem o diálogo, sem os esclarecimentos devidos, para que nossos pais que tenham a real noção do que está acontecendo e que os mesmos tenham conhecimento que não é só ficar na escola por sete horas por dia ou que vou poder escolher as matérias que quero estudar. É muito mais que isso!” e completam: “Não somos contra a reforma do Ensino, sabemos que é necessária, mas não concordamos como estão fazendo, sem diálogo, sem clareza e sem participação dos estudantes e da comunidade escolar.”

 

Diante dos argumentos apresentado pelos ativistas em nossa nau, não temos dúvidas da capacidade dos Estudantes Secundaristas, bem como dos desafios dos mesmos!

 

Esperamos que seus objetivos sejam alcançados, que seus sonhos realizados, que nossas escolas atendam suas demandas como Estudantes, Cidadãos e Brasileiros, que o diálogo seja estabelecido com os Ativistas.

 

Lista das Escolas Ocupadas no Brasil

 

Mapa das ocupações no Paraná

 

 

 

 

 

 

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