A vida tem conselho de classe?

December 19, 2016

 

Final de ano e nossa vida se torna uma grande celeuma, por conta dos fechamentos de notas  de nossos alunos. É nessa hora que a onça bebe água! Ou seja, é nessa hora que temos que ser profissionais da educação em rever a retenção do aluno em sua série vigente.

Não é uma tarefa fácil, pois colocamos muitas coisas na balança, porém,  em minha concepção o que é  ponderado é a apropriação do conhecimento obtido pelo aluno durante o ano letivo e nada mais!

 

Se o mesmo não se apropriou de conhecimentos mínimos ou necessários, como que devemos aprovar um sujeito que não demonstrou capacidade com suas obrigações escolares,  não demonstrou conhecimentos e habilidades previstos em nosso planejamento. Essas são questões minimas que devemos analisar para rever a retenção do aluno na mesma série.

 

Como fica a responsabilidade dos educadores diante da qualidade de mão de obra para o mercado de trabalho, para a vida e para sociedade?

 

Será que temos o direito de reter ou aprovar alguém?

 

A quem interessa a aprovação de um aluno que não demonstrou o desenvolvimento das habilidades durante o ano letivo?

 

Será que aprovando esse sujeito, não estamos condenando ele há uma doce ilusão das estatísticas dos analfabetos funcionais?

 

Na vida temos conselho de classe?

 

Acreditamos que não, o máximo que tem é um grande amigo lhe dando dicas  como superar as dificuldades .

 

Neste ano usei um texto muito interessante nas minhas aulas de filosofia para os alunos do primeiro ano de ensino médio, o texto era  para fazermos um debate sobre a importância de escola em nossas vidas.

 

O texto é prático, é didático é direto e uso-o e é uma adaptação do livro "Deficiência intelectual infantil" do educador

Charles Sykes. Trata-se de uma lista de 11 aspectos que não se aprende na escola e dirigido aos alunos do ensino médio. Que por sinal foi usado por Bill Gates em uma das suas palestra para os formandos  em uma Universidade do Sul da Califórnia.

 

“Vocês estão se formando e deixando os bancos escolares, para enfrentarem a vida lá fora. Não a vida que você querem, não a vida que vocês sonharam ter, a vida como ela é. Você estão saindo de um mundo educacional que está pervertendo o conceito da educação, adotando um esquema que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração. Essa política educacional leva as pessoas a falharem em suas vidas pessoais e profissionais mais tarde. Vou compartilhar com vocês onze regras que não se aprendem nas escolas:

 

Regra 1: A vida não é fácil. Acostume-se com isso.

 

Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil

por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.

 

Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.

 

Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

 

Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seu avós tinham uma palavra diferente para isso. Eles chamavam isso de “oportunidade”

 

Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais. Não lamente seus erros, aprenda com eles.

 

Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.

 

Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido… RUA! Faça certo da primeira vez.

 

Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

 

Regra 10: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

 

Regra 11: Seja legal com os CDF´s - aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles".

 

Professor Daniel Mota, possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná- UFPR. Especializado em Ética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR, pós-graduando na UNESPAR Campus Apucarana, em Gestão de Empresas, e é funcionário da Secretária de Educação do Estado do Paraná.

 

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