Somos todos prisioneiros da facção PCP.


A violência nos presídios brasileiros não é novidade para ninguém, vamos recapitular o caso do massacre do Carandiru ocorreu no Brasil, em 2 de outubro de 1992, quando uma intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, causou a morte de 111 detentos que foi para nós uma lição, para que esse tipo de situação não ocorresse no futuro, como a lição de casa não foi feita, agora lembramos também da rebelião no Complexo Penitenciária Anísio Jobim, em Manaus, onde deixou 60 detentos mortos no início de 2017.


A pergunta que não quer calar: o que causa essa violência toda? O que motiva tudo isso? A resposta é complexa, bem como a solução, mas, tenho certeza que não é a apologia da violência que resultará na solução ou a ressocialização dos detentos do sistema prisional brasileiro, mas tenho a absoluta convicção que a solução não está na violência, mas educação.


Navegadores, temos que admitir que esse tema é muito complexo, porém muitos sociólogos e antropólogos afirmam que a miséria, a pobreza e a violência dão lucro, se não dessem já haviam sidos extintos de nosso país.


Então, quem ganha com isso? A resposta não é simples, mais Paulo Nogueira do DCM, nos mostra uma luz no fim do túnel, sobre quem realmente ganha com a violência, ele diz em seu artigo: “A pior facção de todas não aparece na mídia, mas você é prisioneiro dela”, e afirma que “vivemos numa realidade virtual e, na verdade, somos todos prisioneiros de uma facção chamada “PCP”: Primeiro Comando Plutocrata.


“Nós somos o 1%”, é o lema do PCP. “Os demais 99% que se danem.”O PCP detesta pobres, negros, homossexuais e minorias de uma forma geral. Existe uma exceção no capítulo dos homossexuais. Gays podem ser aceitos na facção, e até fazer carreira nela, desde que permaneçam no armário e, principalmente, tenham dinheiro".


O PCP adapta-se aos tempos e às circunstâncias. No passado, usou tanques para dar golpes. Agora, utiliza o Parlamento e o Judiciário.


Segundo ele: “Para tentar manter quietos e dóceis os 99% da população que pagam a conta das suas mamatas e privilégios, o PCP tem uma arma que até aqui jamais falhou: a mídia, os jornais dizem que o golpe não é golpe. As revistas repetem. As rádios repercutem e os telejornais amplificam tudo com o barulho de um concerto de rock”.


Os textos de Paulo Nogueira são ácidos, porém verdadeiros ao dizer que “PCP” sempre recorreu à mídia para convencer seus prisioneiros de que corruptos são os outros”, que a culpa do estupro é da mulher, que todos os presidiários tem que morrer e a culpa da educação é dos professores que ganham muito para não fazerem nada.


O mais triste e desolador é que, muitos de nós não conseguem ver além do que a mídia diz, mais para minha alegria, “temos muitos Paulos Nogueiras neste mundo”, essa expressão é tão verdadeira que podemos usar o exemplo do trabalho do cineasta Michael Moore, ao relatar as mazelas americanas com sua gente e com sua população carcerária.


No documentário “Where to Invade Next” de 2016, Moore faz uma apresentação do ideal de um sistema prisional que existe e é modelo para o mundo, onde a preocupação de reabilitar, fazer que o apenado saia recuperado, inserido em uma sociedade onda a violência dê lugar ao perdão, a justiça e a dignidade humana.


Professor Daniel Mota, possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná- UFPR. Especializado em Ética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR, pós-graduando na UNESPAR Campus Apucarana, em Gestão de Empresas, e é funcionário da Secretária de Educação do Estado do Paraná.


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