O Respeito da Dignidade Humana e a Educação.

April 2, 2017

 

Estamos passando por tempos difíceis em nosso país, tempos esses, que requer cautela e principalmente ficar com os olhos bem abertos, pois nãos sabemos o que nos espera.

 

Nesta semana, nós Professores do Paraná, recebemos a notícia que não podemos mais comer a merenda que é servida para alunos, ou melhor, não podemos de forma alguma comer nada que venha do Estado. Essa notícia, não nos assusta mais, pois os governos em sua maioria, não estão preocupados com a educação, a grande parte dos deputados estaduais estão na mesma linha de omissão.    

 

Essa atitude, demonstra que a mesquinharia, a pobreza de gestão, a indiferença com os professores e com a educação, é maior que a nobre missão de educar.

 

Essa atitude vem de encontro, com aquela ideia que permeia nossa sociedade, “que a grande maioria dos políticos não estão preocupados com a educação”, se os tivessem esse tipo de legislação jamais seria aprovado em todas as esferas do legislativo, ou tão pouco, seria sancionado pelo executivo em todas as estancias.

 

Estas ações, vem homologar as falácias em época de campanha, que suas prioridades são a educação.  Tais discursos não nos enganam mais, nem aos nossos alunos mais desavisados. Tais discursos só serve para aumentar nosso desprezo por estes sujeitos repugnantes dignos de pena.

 

Para concluir, segue um trecho da Doutrina Social da Igreja onde nos remete ao Respeito da Dignidade Humana.   

 

O RESPEITO DA DIGNIDADE HUMANA

 

Uma sociedade justa pode ser realizada somente no respeito pela dignidade transcendente da pessoa humana. Esta representa o fim último da sociedade, que a ela é ordenada: “Também a ordem social e o seu progresso devem subordinar-se constantemente ao bem da pessoa, visto que a ordem das coisas deve submeter-se à ordem pessoal e não o contrário”.

 

O respeito pela dignidade da pessoa não pode absolutamente prescindir da obediência ao princípio de considerar o próximo como “outro eu”, sem excetuar nenhum, levando em consideração antes de tudo a sua vida e os meios necessários para mantê-la dignamente.

 

É necessário, portanto, que todos os programas sociais, científicos e culturais sejam orientados pela consciência do primado de cada ser humano.

 

Em nenhum caso a pessoa humana pode ser instrumentalizada para fins alheios ao seu mesmo progresso, que pode encontrar cumprimento pleno e definitivo.... Efetivamente o homem, na sua interioridade, transcende o universo.

 

Por esta razão nem a sua vida, nem o desenvolvimento do seu pensamento, nem os seus bens, nem os que compartilham a sua história pessoal e familiar, podem ser submetidos a injustas restrições no exercício dos próprios direitos e da própria liberdade.

 

A pessoa não pode ser instrumentalizada para projetos de caráter econômico, social e político impostos por qualquer que seja a autoridade, mesmo que em nome de pretensos progressos da comunidade civil no seu conjunto ou de outras pessoas, no presente e no futuro.

 

É necessário, portanto que as autoridades públicas vigiem com atenção, para que toda a restrição da liberdade ou qualquer gênero de ônus imposto ao agir pessoal nunca seja lesivo da dignidade pessoal e para que seja garantida a efetiva praticabilidade dos direitos humanos.

 

Tudo isto, uma vez mais, se funda na visão do homem como pessoa, ou seja, como sujeito ativo e responsável do próprio processo de crescimento, juntamente com a comunidade de que faz parte.

 

As autênticas transformações sociais são efetivas e duradouras somente se fundadas sobre mudanças decididas da conduta pessoal. Nunca será possível uma autêntica moralização da vida social, senão a partir das pessoas e em referência a elas: efetivamente: “o exercício da vida moral atesta a dignidade da pessoa”

 

Às pessoas cabe evidentemente o desenvolvimento daquelas atitudes morais fundamentais em toda a convivência que se queira dizer verdadeiramente humana (justiça, honestidade, veracidade, etc.), que de modo algum poderá ser simplesmente esperada dos outros ou delegada às instituições.

 

A todos, e de modo particular àqueles que de qualquer modo detêm responsabilidades políticas, jurídicas ou profissionais em relação aos outros, incumbe o dever de ser consciência vígil da sociedade e, eles mesmos por primeiro, ser testemunhas de uma convivência civil e digna do homem.

 

Texto extraído, da Doutrina Social da Igreja (DSI) é o conjunto dos ensinamentos contidos na doutrina da Igreja Católica e no Magistério da Igreja Católica, constante de numerosas encíclicas e pronunciamentos dos Papas inseridos na tradição multissecular, e que tem suas origens nos primórdios do Cristianismo. Tem por finalidade fixar princípios, critérios e diretrizes gerais a respeito da organização social e política dos povos e das nações. É um convite a ação. A finalidade da doutrina social da Igreja é "levar os homens a corresponderem, com o auxílio também da reflexão racional e das ciências humanas, à sua vocação de construtores responsáveis da sociedade terrena". Link DSI. 

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