Resumo básico da História da Filosofia para o Enem 2017

November 3, 2017

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 O QUE É FILOSOFIA

“A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo”.(Merleau-Ponty)

 

O FILOSOFAR

"Não se pode pensar em nenhum homem que não seja também filósofo, que não pense, precisamente porque pensar é próprio do homem como tal".   Antônio Gramsci

 

A FILOSOFIA DE VIDA

Filosofia de vida é associado ao um estilo de vida, hábitos que nos caracterizem em nosso cotidiano.

 

QUAL É A "UTILIDADE" DA FILOSOFIA?

 

A filosofia é  "inútil": não serve para nenhuma alteração imediata de ordem pragmática.

Para as pessoas instintivas, que vivem segundo suas paixões e seus desejos a filosofia é inútil.

Filosofar não é um exercício puramente intelectual.

Descobrir a verdade é ter a coragem de enfrentar as formas estagnadas do poder, é aceitar o desafio da mudança.

Saber para  transformar.

 

 

 

O QUE É FILOSOFIA?

 

Filosofia = Φιλοσοφία:

Philos - amor ou amizade

Sophia - sabedoria

Conceito:  Modernamente é uma disciplina, ou uma área de estudos, que envolve a investigação, análise, discussão, formação e reflexão de ideias.

 

HISTÓRIA DA FILOSOFIA

 

A história da filosofia é a disciplina que se encarrega de estudar o pensamento filosófico em seu desenvolvimento diacrônico, ou seja, a sucessão temporal das idéias filosóficas e de suas relações.

 

DIVISÃO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA

 

  • História da Filosofia Antiga  - Séc. VI  a.C - Séc. IV   

  • História da Filosofia Medieval. Séc. V - Séc. XIV

  • História da Filosofia Moderna. Séc. XV - Séc. XVIII

  • História da Filosofia Contemporânea. Séc. XIX - Séc. XXI

DIVISÃO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA

 

  • Período pré-socrático.

  • Período socrático  ou clássico.

  • Período helênico.

PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO OU CLÁSSICO

 

  • Período Naturalista: pré-socrático, em que o interesse filosófico é voltado para o mundo da natureza. Problemas cosmológicos.

PERÍODO SOCRÁTICO  OU CLÁSSICO

  • Período Sistemático ou Antropológico: o período mais importante da história do pensamento grego, em que o interesse pela natureza é integrado com o interesse pelo espírito e são construídos os maiores sistemas filosóficos. Problemas metafísicos.

  • Sócrates e Platão

PERÍODO HELENICO

  • Período Ético: em que o interesse filosófico é voltado para os problemas morais, e o estudo  e reflexões e a definição dos ideais de felicidade e virtude  para o saber prático.

  • Aristóteles

DIVISÃO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA MEDIEVAL

  • Patrística.

  • Escolástica.

  • Renascimento.

 

CARACTERÍSTICAS DO PERÍODO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA MEDIEVAL

 

  • Tentativa de conciliar a razão e a fé.

  • A existência e a natureza de Deus.

  • Filosofia submissa a teologia.

  • Questão dos Universais.

DIVISÃO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA MODERNA

  • Renascimento.

  • Iluminismo.

PRINCIPAIS CORRENTES FILOSÓFICAS DA FILOSOFIA MODERNA

  • Humanismo - O ser humano é valorizado.

  • Hedonismo – O prazer bem da vida humana.

  • Naturalismo Científico – Dominar a natureza.

  • Classicismo -  Cultura greco-romana.

  •  Contratualismo - Contrato social.

  • Racionalismo -  A razão, como fonte de conhecimento. 

  • Empirismo – A experiência como fonte de conhecimento.

  • O Idealismo - A ideia é princípio interpretativo do mundo.

  • Liberalismo Econômico -  Liberdade na economia.

  •  Idealismo Transcendental Kant: todos nós trazemos formas e conceitos a priori, aqueles que não vêm da experiência.

 

HISTÓRIA DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

 

  • Filosofia contemporânea ou filosofia pós-moderna.

  • Visão crítica frente a moral, a religião e a ciência.

  • Os filósofos procuram criticar as bases morais da sociedade ocidental, questionando o cristianismo e os abusos da Ciência.

  • Criticas a indústria da comunicação e da cultura.

 

PRINCIPAIS CORRENTES FILOSÓFICAS DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

 

  • Marxismo -  Ideias filosóficas, econômicas, políticas e sociais de Karl Marx.

  • Positivismo - Conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro.

  • Utilitarismo - Busca entender as  bases da ética e  moral a partir das consequências das ações - John Stuart Mill. 

  • Pragmatismo - É aquele que toma o valor prático como critério da verdade.

  • Niilismo - É a negação de todo e qualquer princípio religioso, social e político. 

  • Existencialismo - A existência precede a essência.

  • Fenomenologia - Estudo como se manifestam os fenômenos, consiste em estudar a essência das coisas e como são percebidas no mundo.

  • Escola de Frankfurt - Escola de Frankfurt, que preocupou-se sobretudo com o contexto social e cultural do surgimento de teorias e valores do mundo da sociedade industrial avançada.

  • Filosofia da Ciência - Consiste no estudo da natureza da própria ciência, entendendo-se por natureza os métodos, conceitos, pressuposições e o seu lugar num esquema geral de disciplinas, filosofia da ciência  divide-se, em três domínios: o estudo do método, da natureza, dos símbolos científicos e da sua estrutura lógica.

  • Estética - A estética também é conhecida como a filosofia do belo e na sua origem era uma palavra que indicava a teoria do conhecimento sensível,se ocupa das questões tradicionalmente ligadas à capacidade humana de perceber o mundo, tais como o belo, o feio, o gosto, a arte, os estilos, as tendências, a criação e a interpretação artística.

  • Filosofia Política  - É análise filosófica da relação entre os cidadãos e a sociedade. ás formas de poder e as condições em que este se exerce, os sistemas de governo, e a natureza, a validade e a justificação das decisões políticas. 

 

CONCEITOS BÁSICOS DE FILOSOFIA

 

METAFISICA

  • A palavra metafísica é de origem grega onde “meta” significa “além” e “Physis” significa Física ou Matéria.

  • É uma doutrina que busca o conhecimento da essência das coisas.

  • Aristóteles: caracterizada pela investigação das realidades que transcendem a experiência sensível, capaz de fornecer um fundamento a todas as ciências particulares, por meio da reflexão a respeito da natureza primacial do ser; filosofia primeira.

  • Kant: O estudo das formas ou leis constitutivas da razão, fundamento de toda especulação a respeito de realidades suprassensíveis

 MITO

 

O QUE É MITO?                         

  • Mito é uma narrativa de caráter simbólico, relacionada a uma dada cultura.

  • O mito procura explicar a realidade, os fenômenos naturais, as origens do Mundo e do homem por meio de deuses, semi-deuses e heróis.

  • Um dos objetivos do mito é transmitir conhecimento e explicar fatos que a ciência ainda não havia explicado.

LENDA    

                                                                                                                       

O QUE É LENDA?

  • Lendas são narrativas transmitidas oralmente com o objetivo de explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Há uma mistura de fatos reais com imaginários. Misturam a história e a fantasia.

  • Em latim  Lenda  é “legenda” (aquilo que deve ser lido), o conceito se transformou em histórias que falam sobre a tradição de um povo e que fazem parte de sua cultura.

MORAL

  • Moral: Nomos, normas, regras ou leis.

  • Sujeito Moral: cumpre as regras, normas ou leis.

ÉTICA

  • Ética: Ethos, comportamento, ação, ou ato de fazer.

  • Sujeito Ético:  suas ações ou comportamento estão voltado para a prática das regras, normas ou leis.

O QUE É JUIZO?

  • JUÍZO : é o ato ou ação de julgar, avaliar e tirar conclusões a partir da comparação

  • JUÍZOS DE FATO à dizer o que são as coisas.

  • JUÍZOS DE VALOR à julgar se determinada coisa é boa, ruim, agradável, bonita, feia etc.J

  • JUÍZO MORAL: é o  ato mental que estabelece-se uma determinada conduta ou situação.

  • O juízo moral realiza-se a partir do sentido moral de cada indivíduo e responde a uma série de normas e regras que vão sendo adquiridas ao longo da vida. 

  • JUÍZO ESTÉTICO àjulgamos se algum objeto, algum acontecimento, alguma pessoa ou algum outro ser é belo.

 

IMMANUEL KANT  22/04/1724 - 12/02/1804

PRINCIPAIS OBRAS DE  IMMANUEL KANT

 

FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES (1785)

  • Kant pretende estabelecer as condições de possibilidade de uma lei moral universal.

CRÍTICA DA RAZÃO PURA (1781)

O problema que a domina é o de saber como é o conhecimento a priori acerca do mundo e tenta responder a primeira das três questões fundamentais da filosofia:

  • Que podemos saber?

  • Que devemos fazer?

  • Que nos é lícito esperar?“

CRÍTICA DA RAZÃO PRÁTICA (1788)

  • Kant procura os fundamentos da nossa razão prática, isto é, os fundamentos do nosso raciocínio moral.

  • Defende que agir racionalmente é agir moralmente.

CRÍTICA DO JUÍZO (1790)

  • A Crítica do Juízo, Kant se esforça por mostrar a possibilidade de uma reconciliação entre o mundo natural e o da liberdade.

  • Os valores de beleza, na arte, faz uma analise entre a razão e a imaginação, na contemplação estética, a bela aparência que admiramos nas coisas.

CRITICISMO KANTIANO

  • O Criticismo Kantiano propunha a investigação dos fundamentos do conhecimento, repensando a filosofia  e como se dá o conhecimento.

  • Não é possível saber o que é a coisa em sí, mas podemos saber somente como os fenômenos se manifestam.

  •  “Criticismo" kantiano  parte na confluência do Racionalismo, do Empirismo, o conhecimento é  uma síntese entre experiência (empirismo) e conceitos (racionalismo).

VONTADE PARA KANT

  • É a capacidade de determinar-se por si, independentemente da coação dos impulsos sensíveis.

  • Isto quer dizer que a vontade boa não é meio para outra intenção.

 

A  AÇÃO MORAL PARA KANT

  • A ação é considerada moral por se regular pelo dever.

  • A ação será moral quando conseguir abstrair de todas as inclinações e dever.

O DEVER  PARA KANT

  • É a necessidade de uma ação por respeito à lei.

  • A ação praticada por dever deve eliminar totalmente a influência das inclinações.

  • Assim, o dever liberta os seres humanos das determinações.

A LEI MORAL PARA KANT

  • É a máxima de um princípio obrigante para a vontade que leva a agir.

A AUTONOMIA PARA KANT

  • Entendemos como aquela propriedade que as pessoas possuem de se submeterem a uma lei, na qual cada um pode se reconhecer como autor.

  • A autonomia se constitui em liberdade.

IMPERATIVO CATEGÓRICO

  • O Imperativo categórico é o dever de toda pessoa agir conforme princípios os quais considera que seriam benéficos caso fossem seguidos por todos os seres humanos.

  • Kant afirma que é necessário tomar decisões como um ato moral, ou seja, sem agredir ou afetar outras pessoas.

O IMPERATIVO CATEGÓRICO

  • Lei Universal: "Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, através da tua vontade, uma lei universal

  • Fim em si mesmo: "Age de tal forma que uses a humanidade, tanto na tua pessoa, como na pessoa de qualquer outro, sempre e ao mesmo tempo como fim e nunca simplesmente como meio."

  • Legislador Universal (ou da Autonomia): "Age de tal maneira que tua vontade possa encarar a si mesma, ao mesmo tempo, como um legislador universal através de suas máximas."

 

ESTÉTICA PARA KANT

  • Segundo Kant, para nós apreciarmos uma obra de arte precisamos primeiro usar nossa intuição, e quando conceituamos essa intuição ela vira significativa, pois criamos “juízos” dessa obra, e assim podemos dizer que “Isto é belo!”.

  • Para Kant nós temos a “capacidade de distinguir, refletir e emitir uma opinião ou juízo estético”, esse juízo não esta direcionado a conceitos, nem a conhecimento, mas a prazer e desprazer.

  • Para julgar algo belo precisamos de contentamento interior, sentir prazer naquilo, que ele “chame atenção” dos nossos sentidos.

  • Para determinarmos que algo é belo precisamos de uma coincidência entre o juízo e os sentimentos, todo olhar racional pode sentir.

  • O julgamento do belo se dá por uma ação imediata do sentimento.

  • para ele a estética era sentir prazer nas coisas belas, “O belo é um prazer universal!” (Kant).

O BELO PARA IMMANUEL KANT (SÉC. XVIII)

  • O Belo é universal porque julgar algo é uma faculdade de qualquer ser humano.

  • Todavia o critério de avaliação não é a razão, mas os sentimentos.

O QUE É ESTÉTICA?

  • Estética vem do grego aisthetiké.

  • Refere-se a tudo aquilo que pode ser percebido pelos sentidos.

  • A estética é o campo da filosofia que discute as noções de belo, feio e o gosto das pessoas.

  • Estética é o campo que discute uma das formas específicas de conhecimento humano: a arte.

  • A estética pretende alcançar um tipo específico de conhecimento: aquele que é captado pelos sentidos.

  • A estética parte da experiência sensorial, da sensação, da percepção sensível, para chegar a um resultado que não apresenta a mesma clareza e distinção da lógica e da matemática.

  • Seu principal objeto de investigação é o fenômeno artístico que se traduz na obra de arte.

O QUE É JUÍZO ESTÉTICO

  • JUÍZO ESTÉTICO àjulgamos se algum objeto, algum acontecimento, alguma pessoa ou algum outro ser é belo.

ARTE PARA A FILOSOFIA

  • Arte é uma forma de conhecimento muito específica, pois ela consiste em uma interpretação que o artista faz do mundo.

  • Não existe arte verdadeira ou falsa, mas formas de interpretar o mundo.

  • E a quantidade de interpretações que se pode fazer do mundo são múltiplas.

ARTE PARA A FILOSOFIA

  • Arte é uma forma de conhecimento muito específica, pois ela consiste em uma interpretação que o artista faz do mundo.

  • Não existe arte verdadeira ou falsa, mas formas de interpretar o mundo.

  • E a quantidade de interpretações que se pode fazer do mundo são múltiplas.

O QUE É BELO?

  • O Belo é algo que nos agrada, que nos satisfaz os sentidos, que nos proporciona prazer sensível e espiritual.

  • Os filósofos que se dedicaram à investigação do que é a beleza:

  • Para uns, a beleza é algo que está objetivamente nas coisas;

  • Para outros, a beleza é apenas um juízo subjetivo, pessoal e intransferível a respeito das coisas.

O BELO PARA PLATÃO

  • Para Platão, o belo está ligado a uma essência universal.

  • O belo não depende de quem observa, pois está contido no próprio objeto.

  • Esse é o ideal das Academias de Arte.

  • Elas tentam fixar regras para a produção artística a partir de uma determinada concepção de belo.

O BELO PARA ARISTÓTELES

  • O belo a partir da realidade sensível, deixando este de ser algo abstrato para se tornar concreto, o belo materializa-se, a beleza no pensamento aristotélico já não era imutável, nem eterna, podendo evoluir.

  • O belo aristotélico seguirá critérios de simetria, composição, ordenação, proposição e equilíbrio. 

  • O belo para a esfera mundana, colocará a criação artística sob a égide humana.

O BELO PARA DAVID HUME (SÉC. XVII)

  • A Beleza é algo pessoal.

  • Portanto, não pode ser discutido racionalmente.

  • Como diz o ditado popular: “Gosto não se discute”.

O BELO PARA IMMANUEL KANT (SÉC. XVIII)

  • O Belo é universal porque julgar algo é uma faculdade de qualquer ser humano.

  • Todavia o critério de avaliação não é a razão, mas os sentimentos.

O BELO PARA GEORG HEGEL (SÉC. XIX)

  • Para Hegel a arte, o gosto e a noção do que é belo muda de acordo com o tempo (dialética).

  • Portanto, a produção de uma obra ou a definição de algo como belo depende mais da cultura de uma determinada época.

  • O que é considerado feio em certo período pode ser belo em outro.

O QUE É FENOMENOLOGIA

  • Fenomenologia é o estudo de um conjunto de fenômenos e como se manifestam, seja através do tempo ou do espaço.

  • É uma matéria que consiste em estudar a essência das coisas e como são percebidas no mundo.

  • A Fenomenologia examina a relação entre a consciência e o Ser.

EDMUND HUSSERL

  • O conceito da fenomenologia foi criado pelo filósofo Edmund Husserl (1859-1938).

  • Edmund Husserl foi filósofo, matemático, cientista, pesquisador e professor alemão fundador da Fenomenologia.

SUAS PRINCIPAIS OBRAS DE EDMUND HUSSERL

  • Fenomenologia do espírito (1807)

  • Investigações lógicas(1900-1901)

  • Ideia para uma fenomenologia pura (1913)

  • Lógica formal e transcendental (1929)

FENOMENOLOGIA DE HUSSERL

  • Para Husserl todos os fenômenos do mundo devem ser pensados a partir das percepções mentais de cada ser humano.

  • O filósofo queria que a filosofia pudesse ter as bases e condições de uma ciência rigorosa.

  • Fenomenologia é um método para a descrição e análise da consciência através do qual a filosofia tenta obter um caráter estritamente científico. 

CONCEITOS BÁSICOS  FENOMENOLOGIA DE HUSSERL

  • Noema: é o processo de apreensão do objeto por parte do sujeito (consciência), e é o objeto da percepção.

  • Noesis: é o ato de tomar consciência,  é o ato de perceber.

  • Fenómeno: é o que existe exterior à consciência humana.

  • Conhecimento: é a auto-exploração da consciência reflexiva.

  • Époché: e a redução transcendental, é “reduzir” a realidade ao nível do “consciente”.

MÉTODO CIENTÍFICO PARA HUSSERL

  • O método científico é determinado por ser uma "verdade provisória“.

  • Algo que será considerado como verdadeiro até que um fato novo mostre o contrário, criando uma nova realidade. 

PREOCUPAÇÃO DE HUSSERL  COM A FILOSOFIA

  • Para que a filosofia não fosse considerada uma "verdade provisória“.

  • Husserl sugere que a fenomenologia devia referir-se apenas às coisas como estão na experiência de consciência, e que devem ser estudadas por suas essências.

  • Eliminando os pressupostos do mundo real e empírico de um objeto da ciência. 

O PENSAMENTO NA FENOMENOLOGIA PARA HUSSERL

  • O pensamento da fenomenologia de Husserl, imagina-se um quadrado, como forma geométrica.

  • Esse quadrado, não importa o tamanho que tenha, seja grande ou pequeno, sempre será um quadrado em essência na mente de um indivíduo.

ZYGMUNT BAUMAN

  • É um dos expoentes da chamada “sociologia humanística” e dedicou a vida a estudar a condição humana.

  • Suas ideias refletem sobre a era contemporânea em temas como a sociedade de consumo, ética e valores humanos, as relações afetivas, a globalização e o papel da política.

  •  Modernidade líquida” para definir o tempo presente.

A SOCIEDADE LÍQUIDA DE BAUMAN

  • A metáfora do “líquido” ou da fluidez como o principal aspecto do estado dessas mudanças.

  • Um líquido sofre constante mudança e não conserva sua forma por muito tempo.

  • A modernidade líquida seria "um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível“.

OBRA MODERNIDADE LÍQUIDA Zygmunt Bauman - 2001

 

A MODERNIDADE SÓLIDA

  • Pela estabilidade do Estado, da família, do emprego ou de outras instituições, aceitava-se um determinado grau de autoritarismo.

  • A marca da pós-modernidade é a própria vontade de liberdade individual, princípio que se opõe diretamente à segurança projetada em torno de uma vida estável.

A MODERNIDADE SÓLIDA

  • Na modernidade sólida os conceitos, ideias e estruturas sociais eram mais rígidos e inflexíveis  e definidos.

  • O mundo tinha mais certezas.

MODERNIDADE LÍQUIDA

  • Vivemos em tempos líquidos. Nada foi feito para durar.

  • A modernidade líquida seria "um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível“

  • Na sociedade contemporânea, emergem o individualismo, a fluidez e a efemeridade das relações.

  • Se a busca da felicidade se torna estritamente individual, criamos uma ansiedade para tê-la, pois acreditamos que ela só depende de nós mesmos.

  • O prazer é algo desejado e como ele é uma sensação passageira, requer um estímulo contínuo.

ESCOLA DE FRANKFURT

 

Principais filósofos representantes da Escola de Frankfurt:  

  • Max Horkheimer (1895-1973)

  • Theodor W. Adorno (1903-1969)

  • Walter Benjamin (1892-1940),

  • Herbert Marcuse (1898-1979)

  • Erich Fromm (1900-1980),

  • Jürgen Habermas (1929).

Eles foram responsáveis pela disseminação de expressões como “Indústria Cultural” e “Cultura de Massa”.

 

ESCOLA DE FRANKFURT

  • Escola de Frankfurt, que preocupou-se sobretudo com o contexto social e cultural do surgimento de teorias e valores do mundo da sociedade industrial avançada.

  • “A Escola de Frankfurt surgiu com o claro propósito de tentar instaurar uma teoria social capaz de interpretar as grandes mudanças que estavam ocorrendo no início do século”

TEORIA CRÍTICA

  • Os filósofos da Escola Frankfurt detectarem a dissolução das fronteiras entre: Informação, Consumo, Entretenimento e a Política.

  • Ocasionada pela mídia, bem como seus efeitos nocivos na formação crítica de uma sociedade.

  • Os estudos dos filósofos de Frankfurt ficaram conhecidos como Teoria Crítica.

INDÚSTRIA CULTURAL PARA ADORNO E HORKHEIMER

  • A pessoas trocaram os livros, teatros e os concertos musicais, pela TV, absorvendo os mesmos valores.

  • É desta forma que a indústria cultural exerceria controle sobre a massa.

  • Como resultado, ao invés de cidadãos conscientes, teríamos apenas consumidores passivos.

DOMINAÇÃO POLÍTICA PARA OS MEMBROS DA ESCOLA FRANKFURT

  • Nas mãos de um poder econômico e político, a tecnologia e a ciência seriam empregadas para impedir que as pessoas tomassem consciência de suas condições de desigualdade.

  • Os meios de comunicação, tem interesse em obter lucros e manter o sistema econômico.

  • Vendem filmes, seriados, estilos musicais, novelas, não como bens artísticos  e sim como produtos de consumo,

  • contribuindo para alienação das pessoas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

 

ABBAGNANO, Nicola, Dicionário de Filosofia, Tradução: Alfredo Bosi, 2a. ed, São Paulo, Mestre Jou, 1982.

ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. São Paulo: Nova Cultural, 1996. (Coleção Os Pensadores).

ARANHA, Maria Lúcia. Filosofando: Introdução á Filosofia. São Paulo: Moderna, 1993.

ARAÚJO NETO, José Aldo Camurça de. A Filosofia do Reconhecimento: as contribuições de Axel Honneth a essa categoria. Kínesis, vol. V, nº 9 (edição especial), p. 52-69, julho 2013.

BUZZI, Arcângelo. Introdução ao Pensar. Petrópolis; ed. Vozes, 1997.

CHAUÍ, Marilena. Convite á Filosofia. São Paulo,10ª. Ed.Ática,1998.

CONTIM, Gilberto. Fundamentos de Filosofia - História e Grandes Temas. São Paulo; Editora Saraiva, 2000.
FREITAG, Bárbara. A teoria crítica ontem e hoje. São Paulo: Brasiliense, 1990.

GUESS, Raymond. Teoria crítica: Habermas e a Escola de Frankfurt. Campinas: Papirus, 1988.

HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. Tradução de Luiz Repa; apresentação de Marcos Nobre. Sâo Paulo: Ed. 34, 2003.

HORKHEIMER, Max. Filosofia e Teoria Crítica. In: BENJAMIN, Walter [et al.]. Textos Escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1975a. (Coleção Os Pensadores).

____. Teoria Tradicional e Teoria Crítica. In: BENJAMIN, Walter [et al.]. Textos Escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1975b. (Coleção Os Pensadores).

MELO, Rúrion. Teoria Crítica e os sentidos da emancipação. Caderno CRH, Salvador, v. 24, n. 62, p. 249-262, maio/ago., 2011. Acessado em 02/10/2015.

MOGENDORFF, Janine Regina. A Escola de Frankfurt e seu legado. Verso e Reverso, XXVI(63), p. 152-159, set-dez 2012. (Coleção Passo a Passo, 47).

REALE, Giovanni, ANTISERI, Dario. História da Filosofia: Antigüidade e Idade Média,São Paulo: Ed. Paulus, 1990. [v.1]

______, ______. História da Filosofia: Do humanismo à Kant, São Paulo: Ed. Paulus, 1990. [v.2]

______, ______. História da Filosofia: Do Romantismo aos nossos dias. São Paulo: Ed. Paulus, 1991.

[v.3] .

 

Material desenvolvido para as aulas de filosofia do Prof. Daniel Mota

 

 

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