INDÍGENOMA


Onde é que estão; as sementes?


O Ré-médio; será que está como: groove e profundo é comum à grave e agudo conforme; (si)?


A nota é magistral, assim continua-se a caminhar e logo nota-se que em cada nota tem uma cota de alguém, suor e lagrimas, sangue e luto, a luta é desigual contra a ganância de quem?


Tem tanta gente doente, como dizer que não tem? E o trator continua ali esmagando a vida e respiradores, que não vem!


E os tratores estão esmagando a vida como se estivessem desfilando, ensaiando o seu poder.


Exibindo sua sordidez e alienado, permanentemente o homem cidadão de bens e a boiada já tem o caminho à ser devorado e os olhos latifúndios fundos como cães latindo no escuro e que permanecem devorando a terra.


Houve sim, um tempo em que os seres da floresta, cantavam e dançavam sem fugir.


Tem queimadas, a dengue ainda mata e não a mata, atitude egoísta mata, só à desmata, se esforça muito; mas não à cala e a (Gaia)?

A mãe de todos nós, resiste, equilibrada numa galha e triste. Mas até quando, ela re-existe?


Se reinventa...


Mas; até quando a mãe resiste aos maus tratos dos filhos?


O Ré-de-moínho num Ré-maior de remo; se pensar à luz das velas, há de vento em vento soprar-nos contemporâneas caravelas disfarçadas de novelas, adventos de comodites e alienação.


O Ré-negro-de-menó no pó diminuta, o ´pió´ é quando; topado com a rota que executa.


É marginal e a sociedade acusa!


-Se re-tirarmos todos os rés, restará realidade de sobrevivência nas florestas, nas aldeias, periferias, ruas, gueto, clamando por RESPEITO para além das demarcações.


Revolta; aqui tornada em revolução à respeito de cada um, não haverá marco temporal que impeça, se manifestará nas redes, na teia da leitura facial.


Na peia do cerne a carne massacrada, às custas de muita dor.


À serviço do poder, vermes se rebelam!

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Autor: Rafael Ferreira Vieira, escritor, poeta, músico e rapper.

Imagem : Alex Rocha