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LENDA DAS IRMÃS AIL E ALIEL FILHAS DO SOL E DA LUA


Nas terras dos Apukás, onde as sombras das árvores dançam em harmonia com a luz do dia, existe uma lenda antiga sobre duas irmãs extraordinárias: Ail e Aliel. Diz-se que elas eram filhas do Sol e da Lua, nascidas do encontro celestial entre o brilho ardente de Ail e o suave brilho prateado de Aliel.


Ail, a irmã mais velha, possuía a luminosidade dourada do sol. Seu cabelo era feito de raios de ouro, e seus olhos irradiavam um calor acolhedor. Sua presença iluminava os céus e a terra, trazendo calor e vida a todos que a rodeavam. Ela era a guardiã do dia, enchendo as terras dos Apukás com sua luz radiante.


Por outro lado, Aliel, a irmã mais nova, herdou a suavidade e a serenidade da lua. Seu cabelo era prateado como a noite estrelada, e seus olhos refletiam a tranquilidade das águas calmas. Sua presença trazia um toque de mistério e tranquilidade, envolvendo tudo ao seu redor em uma aura de paz. Ela era a guardiã da noite, trazendo consigo a beleza do luar.


Ail e Aliel eram inseparáveis, complementando-se em sua dualidade única. Durante o dia, Ail espalhava seu calor e luz, enquanto à noite, Aliel banhava o mundo em um brilho suave e mágico. Juntas, elas criavam um equilíbrio perfeito entre o dia e a noite, o calor e a serenidade, a energia e a calma.


Os Apukás reverenciavam as irmãs como divindades, acreditando que sua presença trazia bênçãos e harmonia às suas vidas. Celebravam Ail e Aliel com festivais especiais, nos quais dançavam sob o sol e admiravam a lua prateada enquanto contavam histórias sobre a criação das irmãs divinas.


Dizem que Ail e Aliel também possuíam um poder especial: juntas, elas podiam criar os mais belos amanheceres e os mais tranquilos entardeceres. Quando Ail começava a se pôr no horizonte, Aliel emergia, e suas energias se entrelaçavam para trazer a transição suave entre o dia e a noite.


A lenda das Irmãs Ail e Aliel lembrava os Apukás da importância do equilíbrio e da harmonia em suas vidas. As irmãs eram um lembrete de que a dualidade é uma parte natural do mundo e que todas as coisas têm seu tempo e lugar. Mesmo nas noites mais escuras, a lua prateada de Aliel brilhava, trazendo esperança e beleza ao mundo dos sonhos.


Até hoje, quando o sol se põe e a lua surge nos céus dos Apukás, eles recordam a lenda das Irmãs Ail e Aliel, honrando o equilíbrio que elas representam e a magia que elas compartilharam com o mundo. Suas histórias são transmitidas de geração em geração, lembrando a todos da luz que brilha dentro de cada um e da paz que existe na dualidade da vida.


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Texto inspirado na obra de Horace Miner In: A.K. Rooney e P.L. de Vore (orgs) You and the others: Readings in Introductory Anthropology (Cambridge, Erlich) 1976, “Ritos corporais entre os Nacirema”.



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